Diocese de Colatina apoia reação da Cáritas Brasileira a veto de recursos pelo Governo Federal

Nesta sexta-feira (23/12), representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se encontrarão com o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República.

A reunião tem o objetivo de discutir o decreto que suspendeu temporariamente o repasse de recursos para organizações caritativas conveniadas, como a Cáritas. A decisão do Governo Federal levou, por exemplo, ao rompimento de uma parceria de quase 10 anos com a Articulação do Semiárido, projeto de desenvolvimento solidário e sustentável em que a Cáritas Brasileira tem intensa atuação.

Entidades Cáritas de todo o Brasil estão unidas para buscar o retorno da parceria com o Governo Federal sem a qual não é possível articular inúmeros projetos. A Diocese de Colatina apoia esta ação. Confira, a seguir, carta do bispo diocesano, dom Décio Sossai Zandonade, explicitando tal apoio:

Prezado Ministro
Prezados irmãos em Cristo Jesus

É patente e digno o esforço do Governo Federal na criação e também no incentivo a ações sociais que se voltam para transformar a vida de milhões de brasileiros. São pessoas que passam fome e frio; vítimas de violência e desastres naturais; doentes, aflitos, abandonados. São também brasileirinhos que passam a ter acesso à informática, à música, à dança, ao teatro, à cidadania e outras manifestações culturais e educativas. É um esforço que merece toda a nossa admiração!

Justamente por isso me abateu a consternação ao tomar conhecimento de que o Governo Federal tem vetado o repasse de recursos para entidades e projetos ligados à Cáritas Brasileira. A Cáritas, diferente de outras instituições, é reconhecida pela seriedade e transparência na condução de seus trabalhos. Trata-se do rosto social da Igreja Católica, aquele rosto que se projeta para a sociedade em risco social e pessoal deste país e de todo o mundo. A Cáritas não é um organismo qualquer. Ela tem história, age dentro do rigor legal e mostra, assim, resultados concretos de suas iniciativas. Não é justo puni-la! Que sejam punidas as falsas instituições, as ilícitas, as corruptas.

Todos pagamos os impostos. Não é justo que somente as prefeituras e instituições públicas sejam receptoras desses recursos. Hoje, o princípio de parceria torna-se ainda mais válido, redistribuindo o esforço em favor do bem comum também com instituições privadas sem fins-lucrativos que primem pela competência. É o caso da Cáritas.

Confio na sabedoria e competência do Governo Dilma, que saberá também, nessa questão, agir com justiça. Desejando-lhe um Feliz Natal e um 2012 abençoado por Deus, professo-me um seu humilde admirador.

Dom Décio Sossai Zandonade
Bispo Diocesano de Colatina

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